Search:

Latest News and Articles

 

Facebook em Portugues

Quer ler os artigos semanais? Se inscreva aqui

Facebook in English

To be updated and receive our weekly articles please press "LIKE" in our page in the Facebook:

אתר בעברית

לדברי עברית! אנו עושים מאמצים רבים למלא את התוכן גם בשפה העברית:

Voleh in Jerusalem

We will be in Jerusalem again. Our next schedule: Sunday , April 29th.

 

Com abuso ou com consentimento?
Um caso verídico
 
 
Dr. Smith era um médico divorciado, com pouco mais de 50 anos. Ele encontrou sua alma gêmea, a Sra. Brown, viúva, que esteve em sua clínica para uma consulta. Os dois se sentiram imediatamente muito confortáveis na presença do outro, e a atração não tardou a aparecer.
 
O novo casal iniciou um romance, e após 3 meses de relacionamento, a Sra. Brown se mudou para o apartamento do namorado.
 
Dr. Smith era um médico muito conhecido, e auferia uma renda bastante alta, em contraste à situação financeira da Sra. Brown, cujo falecido marido deixou muitas dívidas. O casal não teve filhos.
 
A Sra. Brown, contando com mais de 40 anos, passou a desenvolver uma dependência emocional extrema em relação ao Dr. Smith, o qual se revelou uma pessoa naturalmente exigente e manipuladora. Em pouco tempo, ciente da dependência desenvolvida pela sua companheira, passou a abusar dela de diversas formas.
 
No início, tudo se limitou a pedidos exagerados envolvendo a comida preparada e a forma como ela arrumava as roupas no armário. Mas com o passar dos dias, a situação foi se agravando e saindo de controle, a ponto de a mulher não poder fazer absolutamente nada sem a prévia aprovação do companheiro.
 
A Sra. Brown passou a temer o Dr. Smith, mas não tinha alguém para lhe dar suporte. Além do mais, ela de fato acreditava que tudo iria melhorar, e que o amor que ele sentia por ela poderia acabar com a necessidade de controle, como ela me disse posteriormente. Porém, ela não poderia estar mais equivocada.
 
O poder de insultá-la crescia proporcionalmente ao crescimento do nível de dependência. O Dr. Smith passou a controlar cada pequeno detalhe de sua vida, alegando que ela "precisava de orientação" – até mesmo a lista de compras tinha que ser sujeita à aprovação. Dizia ainda que ela "não podia lidar com os problemas do dia-a-dia", e assim por diante. A Sra. Brown não era uma pessoa de personalidade forte, e teve sua auto-estima minada, de modo a aumentar cada vez mais a dependência que sentia em relação ao companheiro, causando, na mesma medida, um aumento na "proteção" recebida.
 
Após 3 anos de relacionamento, a Sra. Brown se tornou uma pessoa totalmente submissa, que não podia usar seu cartão de crédito nem trabalhar em meio expediente, por conta dos ciúmes do Dr. Smith.
 
Por pior que possa parecer este relacionamento, podemos dizer que havia pontos positivos: o Dr. Smith se preocupava muito com a saúde física e as necessidades materiais de sua companheira. Eles passavam alguns dias, a cada período de meses, em viagens de férias juntos, e nestes momentos nos quais estavam apenas os dois, a Sra. Brown afirma terem sido os melhores dias de sua vida.
 
Mais um tempo passou, e o Dr. Smith passou não somente a controlar e abusar emocionalmente da Sra. Brown, como também chegou a trancá-la em casa, quando era acometido de terríveis crises de ciúmes.
 
Quando a encontrei pessoalmente após algumas conversas telefônicas, surpreendi-me ao ver uma mulher agradável, sorridente e bastante inteligente (ela me disse que concluiu um curso de Graduação em História com méritos), porém, emocionalmente, estava destruída.
 
Ela me pediu ajuda, não apenas jurídica, mas principalmente psicológica. A mim couberam os aspectos legais, e indiquei-a a um colega que assumiu o caso muito seriamente.
 
Resumindo: conseguimos chegar a um breve acordo com os advogados do Dr. Smith, no sentido de pagar a ela uma pensão alimentícia pelo período de 2 anos, por terem convivido em União Estável. Ela passou a morar em outro apartamento, cujo aluguel foi quitado pelo Dr. Smith antecipadamente, para 1 ano. Todos os emolumentos judiciais foram pagos pelo Dr. Smith, além de consultas com seu novo psicólogo, por um ano.
 
Por mais que tentasse, jamais consegui compreender como a Sra. Brown permitiu que esta situação continuasse por tanto tempo, e alcançasse tais extremos, mas neste caso aprendi várias lições. Acredito que a melhor definição de abuso é segundo o artigo abaixo transcrito, de autoria de Joyce Schur:
 
A anulação silenciosa de uma alma 
O abuso se assemelha a um vício. Uma vez programada, a mente dificilmente poderá ser reprogramada. Os padrões determinados são dificilmente modificados. No entanto, quando se objetiva fazer uma mudança, o indivíduo que sofreu a violação ou abuso deve cultivar, dia-a-dia, a convicção de que sua mente foi programada de uma forma equivocada, devendo estar disposto a trabalhar continuamente para que possa passar a agir de acordo com padrões diversos dos que lhe foram impostos até então. O medo é o obstáculo, que anestesia e inibe o sentimento. A partir do momento em que as mensagens que atentam contra a auto-estima são eliminadas, esta anestesia desaparece, e a atuação em autonomia e vontade própria se inicia.
 
Se você se ver, em algum momento, vítima de uma situação similar a esta, de abuso, procure olhar à sua volta, e descobrirá várias pessoas que poderão ajudar. Não entre em desespero, nem pense em desistir. Sempre existe uma esperança e uma solução para todo e qualquer problema ou situação.
 
 
Atenciosamente,
 
D. Henrique (Tzvi) Szajnbrum, Advogado.

 

Home PageEmailS. Levy Law Office Copyright © 2009-2011 Tzvi Szajnbrum
Hosted by Fresh-Web.co.il • Site Manager/English Content Editor: Tehillah Hessler