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Voleh in Jerusalem

We will be in Jerusalem again. Our next schedule: Sunday , April 29th.

Voleh – a possibilidade de ajudar também depende de você!

 
Como já esclarecemos algumas vezes antes, podemos fazer maravilhas, mas não operar milagres.
 
Infelizmente, nos deparamos frequentemente com expectativas que não condizem com a realidade, por parte de algumas pessoas, acerca das nossas possibilidades de solucionar os problemas. Encaremos a realidade, o responsável pela execução de milagres ainda não chegou.
 
Na nossa profissão estamos sujeitos a limitações de diversas espécies, inclusive às limitações de ordem jurídica. Com o objetivo de fornecer uma orientação efetiva e consistente, na hipótese de você acabar se encontrando em uma situação complicada, estaremos colocando à sua disposição uma série de pequenas narrativas, de modo a ajudá-lo a descobrir qual a melhor forma de lidar com os seus problemas em Israel.
 
Todas terão, como base, casos verídicos com os quais nos deparamos no passado. Reparem que será possível detectar um fator comum a todos eles: a inaptidão das pessoas no ato de assimilar os nossos conselhos, de modo a reduzir, drasticamente, as possibilidades de prestar qualquer auxílio.
 
Empresas de telefonia celular:
Jenny chegou a Israel determinada a se tornar parte integrante da sociedade. Já no aeroporto, ela contratou os serviços de uma destas empresas de telefonia móvel.
 
Decorrido um mês, quando a primeira fatura não chegou à sua residência, ela contactou a empresa para perguntar o motivo pelo qual isto aconteceu. Esta foi a sua primeira tarefa árdua como consumidora israelense, na qual não obteve êxito. Após uma hora ao telefone, acabou desistindo. Alguns dias mais tarde, ela notou que a sua conta bancária continha um débito (da companhia de telefone celular) em um valor excessivo, mas ela não pôde compreender a razão desta cobrança. Novamente ela errou, apenas para aprender, da forma mais difícil, que estava completamente equivocada quanto ao seu conceito de contrato, ou que, como ela mesma afirmou – havia sido enganada. 
 
Jenny entrou em contato conosco, buscando ajuda. Ela pretendia revogar o contrato, devolver o aparelho telefônico e ainda receber uma compensação. Quando tentei explicar sobre a situação jurídica, oferecendo a propositura de uma demanda junto ao Juizado Especial Cível (que trata de pequenas causas), ela hesitou e alegou que teria que pensar no assunto.
 
Recebemos um retorno telefônico dois dias depois. Jenny, depois de ter se aconselhado com "alguns amigos e até mesmo com outro advogado", afirmou que pretendia processar a empresa, com plena confiança no sucesso de sua pretensão, porque outras pessoas "teriam processado empresas anteriormente, sob as mesmas circunstâncias, e saíram vitoriosos".
 
Nós entramos em contato com a empresa de telefonia celular e, cerca de um mês depois, conseguimos chegar a uma espécie de acordo informal, segundo o qual a empresa pagaria a ela 80% do prejuízo, dentro de 30 dias... mas ela simplesmente recusou!
 
Posso lhes garantir que nos empenhamos em explicar que cada caso é diferente, e que ela corria um sério risco de não obter tudo o que gostaria. Mas agora ela passou a sentir raiva de nós. "Vocês não querem ajudar? Não querem ir adiante?"
 
Nós chegamos a oferecer uma entrevista gratuita, para tentar ajudar a reduzir as suas expectativas, sem sucesso. Nós insistimos, ao mencionar outras ações judiciais bem sucedidas (sem comprometer a privacidade dos clientes, obviamente), mas ela sequer aceitou escutar o que tínhamos a dizer. Ao que parece, estava convencida de que tinha todo o direito de receber o que, na sua convicção, lhe parecia absolutamente justo.
 
Como podem ver, Jenny ficou um bocado insatisfeita com a nossa assessoria jurídica gratuita. Desta forma, achou por bem contratar um advogado para representá-la em um tribunal comum, em uma ação judicial proposta contra a empresa de telefonia celular. Bem, Jenny venceu! Depois de 18 meses ela recebeu o que queria – uma compensação e a revogação do contrato.
 
No entanto, a coisa não foi tão simples como parece. Ela saiu, na verdade, perdendo. Nós havíamos oferecido um acordo com a empresa por 80% dos seus prejuízos, de modo que ela estaria isenta do pagamento de taxas judiciais (mais de 400 shekels, no caso) ou honorários advocatícios (mais de 1.500 shekels).
 
No final das contas, ela recebeu menos 500 shekels em relação à primeira oferta, após ter quitado as taxas judiciais e honorários de seu advogado, mas ainda assim se mostrou satisfeita, sem arrependimentos, porque teria "ensinado à empresa de telefonia celular uma lição".
 
Utilizemos sempre o nosso bom senso:
O nosso objetivo é: facilitar a imigração e o processo de absorção dos novos imigrantes em Israel, e não repreender o comportamento de quem quer que seja. Não podemos promover milagres, mas podemos sair vitoriosos por, lentamente, modificar as condutas inadequadas dos fornecedores de serviços israelenses. Nos comprometemos a tentar simplificar a vida do novo imigrante, e minimizar os prejuízos eventualmente causados, trabalhando duro para alcançar esta meta.
 
Aconselhamos portanto a abstenção do ato de se basearem em "conselhos leigos". É imperioso saber confiar nas pessoas certas, portanto, seja esperto e escolha os seus desafios.
 
 
Atenciosamente, 

D. Henrique (Tzvi) Szajnbrum, Advogado.

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